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23 de novembro de 2013

O vermelho da Índia

A escolha da cor para ser usada durante a celebração, pela noiva, é um fator característico de cada uma. As cores podem ser das mais variadas possíveis. No entanto, há uma cor única que representa o poder da alegria, boa sorte, celebração e paixão: o vermelho. Por este motivo a maioria das noivas optam por trajes, acessórios, sapatos vermelhos. Essa cor é uma característica bem marcada nas cerimônias de casamentoDiferentes tons de vermelhos estão presentes nos principais momentos da vida religiosa, pessoal e pública dos indianos.



"É ali que reina soberano o vermelho; nas mãos e pés, as tatuagens coloridas de hena enfeitam as noivas com desenhos, seda usada na ocasião é vermelha, geralmente bordada com desenhos arrematados por fios dourados, o fogo-centro do ritual das bodas-é atiçado com produtos que o faz reluzir vermelho. Por fim, o sindoor, pó escarlate que simboliza a bênção e a prosperidade no casamento vai no penteado da noiva. Se o casamento e o sexo ocupam lugar de destaque na cultura hindi, nada mais revelador."



Fonte das imagens :obviousmag.org



Olhe mais, saiba mais: sobre o poder da cor vermelha na Índia em: obviousmag.org e veja também A influência das cores no casamento



Você sabia que...?

Na Índia, segundo a Suprema Corte de Madras, se um homem acima de 21 anos e uma mulher acima de 18 anos se envolvem sexualmente, são considerados marido e mulher, com todos os direitos e deveres da lei indiana vigente. Para oficializar a união, qualquer um do casal formado pelo sexo pode ir até uma Vara de Família e obter o documento que registra o estado civil. Fonte:oglobo

Quer saber mais sobre sexo na comunicação e no nosso cotidiano, acesse Revista Sexa!.








13 de novembro de 2013

A cor nos tecidos indianos

A cultura indiana acredita no poder das cores e que elas controlam os aspectos físicos e espirituais do ser humano, exercendo uma imensa influência sobre as situações do cotidiano. Veja abaixo um vídeo que  fala sobre as cores e as artes nos tecidos:







Olhe mais, saiba mais: sobre Arte e arquitetura indiana e  O reino das cores


9 de novembro de 2013

Arte e Arquitetura Indiana

História da Arte e Arquitetura Indiana


"Conjunto das obras artísticas e arquitetônicas do subcontinente indiana desde o III milênio a.C até nossos dias. Para os adeptos da tradição ocidental, podem parecer, à primeira vista, exagerados e sensuais; porém, mesmo estes, vão apreciando seu refinamento. Caracterizam-se também por um grande sentido do desenho, patente tanto nas formas modernas quanto nas tradicionais. A cultura indiana costuma manifestar volúpia com uma liberdade de expressão não habitual.

O templo Jaini de Jaya Sthamba, Ranakpur, tem torres ou siharas talhadas cuidadosamente em pedra, com florões em seus extremos superiores. A decoração dos templos Jainíes, bem como a de miniaturas, constituem uma das máximas da arte indiana.

A arte da Índia pode ser compreendia e julgada no contexto das pretensões e necessidades ideológicas, estéticas e rituais da civilização hindu. Tais pretensões se fixaram já no século I a.C. e têm exibido notável tenacidade ao longo dos séculos. A visão hindu-jaino-budista do mundo depende da resolução do paradoxo central de toda a existência, segundo o qual a mudança e a perfeição, o tempo e a eternidade, a imanência e a transcendência, funcionam como partes de um único processo.

Assim, não de pode separar a criação do criado e o templo deve ser entendido como uma matriz da eternidade. Esse conceito, aplicado à arte, divide o universo da experiência estética em três elementos distintos, ainda que relacionados entre si: os sentidos, as emoções e o espírito. Estes elementos ditam as normas para a arquitetura, como instrumento para fechar e transformar os espaços, e para a escultura, em termos de volume, de plasticidade, de modelagem, de composição e de valores estéticos. No lugar de representar a dicotomia entre a carne e o espírito, a arte hindu, por meio da sensualidade e da voluptuosidade deliberadas, funde ambas, através de um complexo simbolismo que, por exemplo, transforma a carnalidade de um copo feminino num mistério perene de sexo e de criatividade,  no qual a momentânea esposa se revela como a mãe eterna.

O Taj Mahal, mausoléu da esposa de um imperador mongol do século XVII, foi construído por cerca de 20.000 trabalhadores de 1631 a 1648 em Angra, cidade no norte da Índia. Esse enorme edifício rematado com cúpulas foi construído em estilo indo-islâmico, onde se usou mármore branco e gemas incrustadas. Em casa esquina há um minarete e as paredes exteriores são adornadas com passagens do Alcorão, o livro sagrado dos muçulmanos. Os corpos do imperador e de sua esposa jazem em um cripta.

O artista hindu utiliza de forma acertada alguns motivos, como a figura feminina, a árvore, a água, o leão e o elefante numa composição determinada. Ainda que o resultado seja, às vezes, inquietante no tocante aos conceitos, no que se refere à vitalidade sensual, ao sentido do terreno, à energia muscular e ao movimento rítmico permanecem inconfundíveis. Todos os elementos que formam a pintura indiana- como a forma do templo hindu, os contornos dos corpos dos deuses hinduístas, a luz, a sombra, a composição e o volume- são encaminhados para glorificar os mistérios que resolvem o conflito entre a vida e a morte, entre o tempo e a eternidade.

A arte indiana manifestada na arquitetura, na escultura, na pintura, na joalheria, na cerâmica, nos metais e nos tecidos estendeu-se por todo o Oriente com a difusão do budismo e do hinduísmo e exerceu uma grande influência sobre as artes da China, do Japão, da Birmânia, da Tailândia, do Camboja e de Java. As duas religiões, com suas ramificações, predominaram na índia até que o islamismo tomou força entre os séculos XIII E XVIII. A religião muçulmana proíbe a representação da figura humana nos contextos religiosos, motivo pelo qual a decoração passou a representar motivos geométricos."



Olhe mais, saiba mais: sobre arquitetura, escultura, pintura indiana acesse: História do Mundo e veja também a arte nos tecidos indianos

O reino das cores

"Na Índia onde quer que você vá tudo é muito colorido...Extremamente colorido!

As cores inspiram, anestesiam, fascinam, estimulam, apaziguam, trazem sensações, geram sensações, lembranças, sentimentos, estimulam nossos sentidos e desejos.

A cultura indiana acredita que as cores, além de controlar os aspectos físicos e espirituais do ser humano, exercem uma imensa influência sobre as situações do cotidiano. A escolha das cores das roupas, dos ambientes e dos alimentos são extremamente importante para cada momento. As cores estão sempre ao nosso redor e causam um impacto poderoso em nosso estado de espírito.

O povo indiano, com suas cores e músicas vibrantes, também vê nos festivais uma forma de festejar, dançar e trocar boas energias com amigos e família. Os feriados e festivais indianos seguem um calendário lunar, mudando a cada ano. Um dos eventos mais conhecidos é o Holi, o Festival das Cores, que simboliza a chegada da primavera. Além de cantar, dançar, beber e comer, as pessoas ainda atiram umas nas outras água colorida e um pó de tinta de cores fortes, deixando todo mundo pintado dos pés à cabeça.

No entanto, o espetáculo colorido mais autêntico e generoso você encontra nas ruas. Basta olhar para as roupas das pessoas que uma simples fila para comprar o bilhete de trem se transforma em uma sensacional passarela de cores. Azul, vermelho, rosa, amarelo, verde, roso, etc. é inspirador ver como a cultura indiana é rica em cores.

Isoladamente ou compostas, as cores formam um primeiro plano vibrante e alegre sobre um fundo cinza, que representa a pobreza e a falta de limpeza das cidades. A distância entre amar e odiar a Índia corresponde a distância entre olhar para o primeiro plano colorido ou para o fundo cinza.

A importância dos pigmentos para os indianos:

Os pigmentos são materiais essenciais na vida e no cotidiano de milhões de indianos. Os pigmentos são utilizados para fins religiosos e simbólicos; na culinária, na cosmética, na arte, nos rituais domésticos, entre outros.

Na Índia, os tecidos multicoloridos que as mulheres vestem são na maioria feitos com esses pigmentos, que dão aquelas cores fortes e vibrantes e que nos maravilham a visão com a beleza das estampas. Essa profusão de cores eles chama de Rang Birangi (super colorido).

Seguem algumas especificações sobre as cores na filosofia indiana:

Vermelho: é uma cor auspiciosa e representa o poder espiritual que supera a maldade. Motiva e aumente a vitalidade. Traz poder, coragem e força de vontade. Além de reforçar a lealdade ainda inflama a paixão e o desejo. Mas deve ser usada com precaução, pois em excesso pode gerar raiva, ansiedade e agressividade.

Laranja: é uma cor que estimulada a sensitividade, generosidade e a compaixão. Representa o fogo sagrado que queima as impurezas e lembra a busca da iluminação espiritual. Esta cor estimula a nossa energia e alegria de viver. Excesso de laranja em um ambiente ou na roupa pode gerar agitação e tensão nervosa.

Amarelo: Representa a luz espiritual que ilumina a verdade. Estimula a mente e o intelecto para adquirir sabedoria e clareza, aumentando a nossa força interior e auto-estima, gerando assim, criatividade e curiosidade. Ficar exposto a esta cor por demasiado tempo tende a tornar a pessoa excessivamente perfeccionista.

Verde: Nos rituais hindus usa-se folhas verdes de plantas sagradas para expressar a importância da natureza. Uma cor que estimula a harmonia, o equilíbrio e os sentimentos de calma. Gera propriedades terapêuticas, estimulando a saúde. Está associada com rejuvenescimento e renovação.

Azul:Esta cor inspira a harmonia, serenidade e acalma as emoções. Representa o lado frio da natureza. Um ambiente com esta cor ajuda a acalmar a mente, promover a verdade e a fé. Mas tome cuidado, pois o excesso de exposição a esta cor gera sensação de depressão e isolamento.

Violeta: Na cultura indiana esta cor é comumente usada nas mandalas. Uma cor que inspira respeito e inspiração. Um ambiente com esta cor inspira a meditação e tranquilidade. Dispersa a depressão e induz à reflexão positiva. Gera um ambiente apaziguador, mas a exposição demasiada torna a pessoa muito auto centrada e distante do mundo.

Índigo: Esta cor reforça a nossa intuição e imaginação. Nos ajuda a olhar para dentro, para que se possa compreender a verdadeira natureza da nossa alma e nosso respeito com a existência. Cria um equilíbrio e estabiliza as emoções e sentimentos.A exposição excessiva gera cansaço e fadiga.

Branco: Para o hinduísmo o branco representa a pureza e nobreza que gera pensamentos e ações puras. Uma cor que remete paz e conforto. Promove a purificação da alma, do corpo e da mente."

Fonte: Tríplice Cor


Olhe mais, saiba mais:
E agora? Que cor escolher?! As cores fazem parte de nosso cotidiano, todos nós utilizamos-as, para geração de efeitos dos mais variados, seja você indiano ou japonês, criança ou adulto, artista, designer, arquiteto, artesão ou linguista. O quê?! Linguista?! Sim! Os linguistas atuam nos processos de revisão de textos e etc. Assim, para instruir melhor a revisão para o autor do texto, utilizam-se das cores, elas fazem  parte do conjunto de ferramentas do processo de revisão de textos. Quer saber mais sobre revisão de textos?! Acesse Revista Trama em Texto